Desde que a Renault revelou o novo Kardian no final do ano passado, ela bate na tecla de que o novo SUV compacto coloca fim à fase Dacia do Brasil. Apesar de ter conseguido fazer suas vendas crescerem muito com modelos de origem romena, a Renault ficou com o estigma de marca de baixo custo. Com o ela quer mudar isso. Mas será?
Desde que a nova geração do Dacia Duster foi revelada na Europa, uma luz acendeu. Alguns componentes são muito parecidos com os do Kardian. Mas, investigando um pouco mais a fundo, ficou claro que os dois modelos compartilham diversos elementos e que não estão presentes em nenhum carro original da Renault. Ou seja, é mesmo o fim da Dacia aqui?
Comparando as imagens vemos que o seletor de marcha feito de material emborrachado, o qual a Renault expôs como uma grande novidade no Kardian, é exatamente o mesmo do Duster. Ele tem o botão de P separado, sendo que no Renault fica à frente da manopla e no Dacia é ao lado.
Outro componente idêntico é o painel de instrumentos totalmente digital. No Renault Kardian ele tem fontes diferentes para combinar com o padrão inaugurado pelo Megane E-Tech, além de coloração laranja. No Duster temos elementos em verde e fontes mais grossas. Contudo, essa tela é da Dacia e não está em nenhum outro Renault além do Kardian.
O banco entregou
Assim como aconteceu com Sandero, Logan, Duster e Oroch por anos, os bancos do Dacia Duster e do Renault Kardian são exatamente os mesmos. É possível verificar isso pela curvatura do encosto de cabeça e pelas almofadas laterais bem pronunciadas. Até mesmo as costuras são parecidas.
O assento traseiro também é o mesmo, contando com uma parte do encosto traseiro formada por uma espécie de lombada no assento. O assento do meio é mais alto e curto que os laterais, enquanto o cinto central vem da parte traseira. Outro elemento igual é a etiqueta de segurança na parte inferior de todos os encostos de cabeça.
Coração compartilhado
Se todos os planetas estiverem alinhados, isso significa que a plataforma CMF Global de que tanto a Renault fala, na verdade é só uma versão ou evolução da CMF-B LS, versão de baixo custo da plataforma e que só é usada por carros da Dacia. A CMF-B normal está presente em modelos como Renault Clio e Captur, Nissan Juke e Note, Mitsubishi Colt e ASX.
Com isso, o motor 1.0 três cilindros turbo destinado ao Brasil no Renault Kardian pode ser o mesmo do Duster. Lá na Europa, ele entrega apenas 100 cv e pode ser ligado a um câmbio manual de seis marchas ou a um dupla embreagem de seis marchas. Por aqui a potência será substancialmente elevada, mas os câmbios serão os mesmos.
Acha que o Renault Kardian é um Dacia ou já ficou distante demais dos modelos romenos? Conte nos comentários.
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